MADA – Museu de Arte Decorativa de Uberaba
(34) 3338-9409
Rua Maria de Lourdes de Melo Coli, 30 - Estados Unidos - Uberaba, MG
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Horário de Funcionamento Terça a sexta das 12h às 17h30 e sábado das 8h às 11h30.
*Visitas guiadas deverão ser agendadas com antecedência através do telefone do museu.
 
O Museu de Arte Decorativa (Mada) está instalado na Casa José Maria dos Reis, onde antes era uma fazenda do ano de 1916 e conta com uma programação anual de eventos e exposições culturais que contempla vários seguimentos das artes visuais. O museu conta com um acervo de mais de 100 peças dedicado à memória da casa, objetos, e costumes da família,  com o intuito de guardar parte importante do patrimônio cultural da cidade de Uberaba. Entre as peças estão móveis, porcelanas inglesa da década de 20, pinturas, uma biblioteca e objetos de decoração, com destaque para a coleção de obras do artista Reis Júnior composta por pinturas, desenhos e afrescos. 

Voltado para a cultura da família brasileira o Mada aborda diversos segmentos relacionados ao cotidiano da família, entre eles a arquitetura, mobiliário, artes plásticas e decorativas. A obra de Reis Júnior, ex-proprietário do local onde se encontra o Museu constitui a parte principal do acervo do Mada. A primeira obra a integrar o acervo foi sua grande tela "Retirada da Laguna". No interior do museu a sala de jantar exibe uma réplica da Santa Ceia, de Leonardo da Vinci e um barrado de estilo "art déco", ambos devidamente restaurados.

Além da exposição do acervo, acontecem exposições temáticas, como Exposição do pintor modernista Reis Jr.; Exposição Charitas “São Francisco de Paula”.

Outro projeto que acontece no Museu de Arte Decorativa e é o “Música no Museu”. O projeto acontece todo último sábado de cada mês, às 10h, sendo uma oportunidade para conhecer o acervo, a exposição temática e ouvir a boa música com artistas consagrados e que tem emocionado os visitantes.
Considerada último marco rural da malha urbana no Alto Estados Unidos, em direção às saídas para outras cidades, em passado remoto, a Chácara Eucaliptos, de José Maria dos Reis, teve sede construída em 1916. Atualmente, está ligada ao centro da cidade de Uberaba, que se atinge em cinco minutos, a veículo motor. É presente dos descendentes de seu fundador à comunidade cultural de Uberaba, através da neta, Niobe Hussar dos Reis Batista e seu esposo Evaldo dos Santos Batista, que a doaram ao município em 24 de agosto de 2000. Com recursos necessários para restauração da edificação, o Museu de Arte Decorativa (Mada) ocupa esta que é denominada Casa José Maria dos Reis e está disponível para eventos e exposições culturais.

Voltado para a cultura da família brasileira e triangulina – pretendendo discutir diversos seguimentos relacionados ao cotidiano da família, entre eles arquitetura, mobiliário, artes plásticas, artes decorativas e utilitárias. O Mada quer também locar as manifestações da cultura popular – entre elas a tecelagem manual que é uma das produções mais ricas e tradicionais do povo do Triângulo Mineiro – e rediscutir a importância das famílias na ocupação do Sertão Mineiro nos séculos XIX e XX.

A primeira exposição iniciada dia 22 de abril de 2002, com obras do artista plástico Reis Junior, foi um resgate da memória do próprio espaço museológico que hoje possui um significativo acervo de obras desse artista, entre eles o retrato de sua mãe Artemira de Souza Reis e de seu pai José Maria dos Reis. Depois vieram várias outras mostras de grande relevância para o cenário cultural de Uberaba, entre elas “Art Nouveau Transição”, “O Mobiliário na Coleção Beatriz e Mário Pimenta Camargo”, “José Duarte de Aguiar – Arquiteto de Referências”, “O Arquiteto dos Casulos” do artista Paulo Miranda, “Desenhos e Pinturas de Eugênio Paccelli”, “Colecionadores” e mais recentemente a mostra “Objetos de Cerâmica” com esculturas e objetos utilitários de várias regiões do Brasil.

O Museu de Arte Decorativa conta ainda com um acervo de mais de 100 peças entre móveis, porcelanas, pinturas e objetos de decoração. 
(Uberaba, 24 de setembro de 1877 – 24 de março de 1934, Uberaba)
Filho de Fidélis Gonçalves dos Reis e Escolástica Guilhermina dos Reis, José Maria dos Reis nasceu em Uberaba, em 24 de setembro de 1877. Frequentou a Escola Normal, retirando-se da escola para trabalhar no balcão. Com o irmão Fidélis Reis montou pequeno comércio de gêneros do país. Matriculado no Instituto Zootécnico de Uberaba, formou-se engenheiro agrônomo em 1899. Ainda nos bancos escolares, fundou a Revista Agrícola, iniciando sua atividade jornalística.

Atuou como redator, colaborador, diretor e fundador de revistas e jornais, entre os quais A Revista Agrícola, A Sentinela, Gazeta de Uberaba, Lavoura e Comércio, O Município, Revista de Uberaba, Jornal do Triângulo, A Separação, Brasil Central, La Hacienda, A Tribuna, O Araguari, O Jornal do Comércio (de Uberaba), A Rural, O Civilista. Lembramos que O Jornal do Comércio e A Rural foram de sua propriedade.

Atuou em numerosas campanhas, quase sempre ao lado da oposição: Campanha Civilista, com Rui Barbosa; Reação Republicana, com Nilo Peçanha; Aliança Liberal, com Antônio Carlos. Ingressou no Partido Republicano e participou ativamente das lutas políticas locais. Elegeu-se vereador à Câmara Municipal (1908 – 1912) e deputado estadual.

Fundou e dirigiu a Fazenda Modelo de Seleção; obteve do Governo a fundação do “Instituto Agrícola Borges Sampaio” (ensino profissional rural); desenvolveu campanha pelo reflorestamento dos chapadões, com o cultivo de eucaliptos; organizou e dirigiu a chácara “Nova Granja”, criando um empório de gado indiano.

Fundou em Uberlândia uma fábrica de tecidos, depois vendida para Uberaba. Para a mesma cidade conseguiu do Governo a criação de uma “Fábrica de Sementes”. Dedicou-se à agrimensura, demarcando fazendas. Por volta de 1916 construiu a “Vila Eucaliptos”, residência de sua família e onde se instala a “Casa José Maria dos Reis”.

Casou-se em 1900 com D. Artemira de Sousa Reis, com quem teve 15 filhos: Suzana Reis Pereira, Sarah Reis, Milo Reis, Silas Reis, José Maria dos Reis Júnior, Abel Reis, Celuta Reis, Artemira dos Reis Carvalho, Ecolástica Reis, Maria José dos Reis, Ana dos Reis Campos, Sofia dos Reis Oliveira, Eva Reis Bakô, Márcia dos Reis Vieira da Silva e Inocência Reis.
(Uberaba, 1903 – 1985 Rio de Janeiro)
Pintor, desenhista, historiador, crítico e professor de arte. No Rio de Janeiro, frequentou, entre 1919e 1922, a antiga Escola Nacional de Belas Artes, onde recebeu orientação de Modesto Brocos, em desenho, e Rodolfo Amoedo, em pintura. 

Preferiu, então, seguir um caminho de orientação artística independente, realizando em 1923 sua primeira exposição individual, no Palace Hotel (Rio); nessa mostra figurava uma obra de grandes dimensões, A Retirada da Laguna, encomendada pela Câmara Municipal de Uberaba (hoje, integrando o acervo da “Casa José Maria dos Reis”). No mesmo ano executou painéis e cartões para vitrais destinados ao Teatro e Cassino Parque Balneário de Santos.

Depois de novas exposições, em São Paulo (1924 e 1927) e Belo Horizonte (1928), foi nomeado professor de desenho da Escola Normal de Uberaba (Escola Estadual Castelo Branco). Em 1930 executou painéis para o Teatro de Poços de Caldas.

Em viagem pela Europa, como bolsista, nessa mesma época passou logo em seguida a atuar como enviado especial dos Diários Associados, nos quais colaborou durante alguns anos como crítico de arte.

Publicou, em 1944, a História da Pintura no Brasil, livro de amplo âmbito e mais de trezentas ilustrações; outra obra de sua autoria é a biografia crítica de Osvaldo Goeldi (com quem conviveu durante muitos anos), editada em 1966. Lecionou história da arte no Instituto de Belas Artes (Rio).

No campo da pintura dedicou-se preferentemente ao retrato (embora trabalhasse também com a paisagem); entre os que pintou destacam-se os de Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, de Carlos Drummond de Andrade e Augusto Frederico Schmidt. (Roberto Pontual in Dicionário de Artes Plásticas no Brasil, 1969).

Acrescente-se a estes dados a publicação do livro Belmiro de Almeida 1858 – 1935, editado pela Pinakotheke, Rio de Janeiro, 1984.
Museu de Arte Sacra
(34) 3316-9886
Igreja Santa Rita - Praça Manoel Terra - Uberaba, MG
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Horário de Funcionamento Terça a sexta, das 12h às 17h30, e sábado das 8h às 11h30.
*Visitas guiadas deverão ser agendadas com antecedência através do telefone do museu.
 
O Museu de Arte Sacra está instalado na Igreja de Santa Rita, construída em Uberaba, no ano de 1854, e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1939.

O Museu de Arte Sacra foi inaugurado no dia 11 de maio de 1987, mostrando a história da Igreja Católica na região, com acervo rico em peças barrocas dos séculos XVIII e XIX. Muitas peças são provenientes de doações da Cúria Metropolitana, sobressaindo-se as seções de vestes sacras, estandartes de procissões, paramentos, alfaias, imagens e mobiliário. São peças, esculturas e ornatos litúrgicos.
Um dos exemplos de seu valioso acervo é o Conjunto de Casula feito com tecido bordado com linha e fios de ouro, proveniente da França em 1909. Depois de um longo período em que ficou fechada para restauração do local, a igreja retomou suas atividades normais, desta vez com um novo projeto para o acervo de obras sacras, com exposições temáticas. Após a restauração da igreja, o museu ficou fechado por um tempo para reorganização e limpeza do acervo e agora retorna com funcionamento de terça a sexta, das 12h às 18h, e aos finais de semana das 8 às 12h.

Dentre as peças do acervo está a escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia ou Santa Rita das Causas Impossíveis para os mais devotos, sendo a única imagem que restou da capelinha original, erguida pelo advogado Cândido Justiniano da Lira Gama em 1854. A base da imagem foi refeita após a criação do Museu de Arte Sacra, seguindo o modelo original apodrecido. No ano de 2003 a imagem foi devidamente restaurada.

Desde seu surgimento a igrejinha de Santa Rita se tornou ponto obrigatório de visitação e ao longo de sua história serviu de inspiração para fotógrafos, poetas e pintores do Brasil e do mundo. A igreja é o único prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural em todo o Triângulo Mineiro.

Entre 2009/2010 Igreja de Santa Rita passou por reforma da instalação de uma cerca ao redor da igreja e foi realizada pela Casa do Artesão, com incentivos da Vale Fertilizantes (então Fosfertil), Valmont, Souza Cruz e Cemig, por meio da Lei Rouanet. O orçamento total do projeto de restauração do prédio foi de aproximadamente R$ 770 mil.

A Fundação Cultural informa que todos os meses os fieis podem se preparar para a missa em louvor a Santa Rita, sempre no dia útil mais próximo do dia 22, às 18h30. A celebração é realizada pelo pároco da Paróquia de São Domingos.
Depois de um longo período em que ficou fechada para restauração do local, a igreja retomou suas atividades normais, com um novo projeto para o acervo de obras sacras, com exposições temáticas. Após a restauração da igreja, o museu ficou fechado por um tempo para reorganização e limpeza do acervo e retornou com funcionamento de terça a sexta, das 12h às 18h e aos finais de semana das 8 às 12h.

Dentre as peças do acervo está a escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia ou Santa Rita das Causas Impossíveis para os mais devotos, sendo a única imagem que restou da capelinha original, erguida pelo advogado Cândido Justiniano da Lira Gama em 1854. A base da imagem foi refeita após a criação do Museu de Arte Sacra, seguindo o modelo original apodrecido. No ano de 2003 a imagem foi devidamente restaurada.

As exposições temáticas são trocadas em geral a cada 30 dias. Com temas como “Santos de Devoção”, “Objetos Litúrgicos”, “São Francisco de Paula – O santo da Caridade”.

Outro projeto que acontece no Museu de Arte Sacra e tem atraído grande público é o “Música no Museu”. O projeto acontece todo último domingo de cada mês, às 10h, sendo uma oportunidade para conhecer o acervo, a exposição temática e ouvir a boa música com artistas consagrados e que tem emocionado os visitantes.
A Igreja Santa Rita de Cássia foi construída no centro de Uberaba, local onde teve início o povoamento da cidade de Uberaba. Alguns historiadores relatam que a igreja foi construída em Uberaba, no ano de 1854, e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1939. Atualmente dentro da igreja se encontra instalado o Museu de Arte Sacra, sendo que contem um riquíssimo acervo cultural composto de peças barrocas dos séculos XVIII e XIX, neste acervo existem também peças doadas pela Cúria Metropolitana contendo vestes sacras, estandartes de procissões como paramentos, alfaias, imagens e mobiliário.

  

Um grande destaque do acervo é um conjunto de Casula feito com tecido bordado com linha e fios de outro que são originários da França do começo do século XX. Outra peça muito importante para o acervo e a escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia ou Santa Rita das Causas Impossíveis para os devotos, sendo esta a única imagem que existe da capela original, mas no ano de 2003 a imagem foi restaurada com suas características originais.

Os historiadores relatam que o período que mais houve prosperidade para a cidade de  Uberaba foi  no século XIX, entre os anos de 1820 a 1859. Estudiosos relatam que nesta época que a cidade de Uberaba alcançou os privilégios que uma cidade precisa ter para se tornar uma cidade, desta época existia um comércio muito forte e o desenvolvimento acontecia gradativamente vigiado pelos padroeiros São Sebastião e Santo Antônio, a fé do povo se expandiu e mais uma capela foi erigida, dedicada a Santa Rita das Causas Impossíveis.

Cândido Justiniano da Lira Gama, devoto que era de Santa Rita, e em cumprimento de uma promessa para se livrar do vício da bebida, mandou construir em 1854 a pequena capelinha em louvor a Santa.

Conta a tradição que no final do século XX (1980), nas escadas desta igreja, apaixonaram-se, perdidamente, um paulistano e uma tocantinense, da cidade de Peixe, desde então, outros namorados igualmente apaixonados, ali, nos mesmas escadas, esperam o aparecimento da lua, pretendendo reviver aquele inesquecível paixão.

A igreja teve que passar por um processo de reforma que foi realizado pela Casa do Artesão, com incentivos da Vale Fertilizantes (então Fosfertil), Valmont, Souza Cruz e Cemig, por meio da Lei Rouanet. O orçamento total do projeto de restauração do prédio foi de aproximadamente R$ 770 mil. O responsável pela exposição é o coordenador do Museu de Arte Sacra, o artista plástico Hélio Siqueira, funcionário público municipal e considerado como um artista de múltiplas manifestações. Desde seu surgimento a igrejinha de Santa Rita se tornou ponto obrigatório de visitação e ao longo de sua história serviu de inspiração para fotógrafos, poetas e pintores do Brasil e do Mundo. A igreja é o único prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural em todo o Triângulo Mineiro.

No seu exterior, a igreja não possui muros ou cercas e totalmente aberto e decorada com um jardim composto por gramado e várias plantas e árvores como coqueiros. No interior da Igreja de Santa Rita é composto de uma decoração muito antiga conservando as propriedades originais de decoração. Existem várias imagens e vestimentas que compõe a decoração da igreja, conjunto de relíquias, castiçais, ostensórios, conjuntos de casula romana e um belo altar contendo a imagem da Santa Rita de Cássia para adoração dos devotos.
 
"ÍCONE" 



Pintura sobre madeira - Trípitico - Doação - Domitila Ribeiro Borges
Histórico: "Ícone" é uma palavra grega que significa "imagem", representação. No ícone, a Igreja não vê apenas um aspecto qualquer do ensinamento cristão, mas a expressão do cristianismo em sua totalidade.
Por isso, é impossível compreender ou explicar a arte eclesiástica fora da Igreja e de sua vida. O ícone, como imagem sagrada, é uma das manifestações da Tradição da Igreja. A veneração dos ícones do Salvador, da Mãe de Deus, dos Anjos e dos Santos é um Dogma da fé cristã que foi formulado no II Concílio Ecumênico de Nicéia (787) - um dogma que emana da confissão fundamental da Igreja: a encarnação do Filho de Deus. O ícone de Nosso Senhor é o testemunho de sua encarnação, verdadeira, não ilusória. O significado dogmático do ícone foi claramente formulado durante o período iconoclasta.
 
CONJUNTO DE CASULA



Tecido bordado com linha e fios de ouro - Ano - 1909
Doação - Dom Benedito de Ulhôa Vieira
Histórico - Conjunto de Casula, Estola, Manípulo, Pala e Véu do Cálice. Peças encomendadas na França por Generosa Liberal Pinto para Ordenação Sacerdotal do filho Padre Gastão Liberal Pinto, em São Paulo (1909) que as usou novamente em 1934 ao sagrar-se Bispo de São Carlos (SP). Foram doadas pela mesma em 1948, a Dom Benedito de Ulhôa Vieira quando ordenou-se sacerdote. O Bispo Emérito de Uberaba usou-o pela segunda vez em agosto de 1978, doando-os então ao Museu de Arte Sacra, do qual é fundador.
A Casula é bordada em relevo com fios de ouro e outros materiais. Apresenta nas bordas desenho primoroso inspirado na vegetação, tendo ao centro grande cruz barroca, com raios, flores de lis estilizadas, botões de rosas e outros vegetais, numa exuberante alegoria ao Sagrado Coração de Jesus. Na tradição católica, as Missas eram rezadas pelo Sacerdote de costas para os fiéis e de frente para o Altar. Daí a tradição de enriquecerem os paramentos litúrgicos na face vista pelos fiéis.
 
SANTA RITA DE CÁSSIA


 
Madeira Policromada - Ano - 1854 (aproximadamente) Acervo Museu de Arte Sacra
Esta escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia, ou Santa Rita das Causas Impossíveis, é a única imagem que restou da Capelinha original erguida pelo advogado Cândido Justiniano da Lira Gama em 1854.
A imagem é caracterizada com o hábito das freiras Agostinianas – pintado de marrom escuro com pala branca e véu também marrom, cingindo a cintura uma cinta preta. Tem olhos de vidro. Santa Rita é representada com uma chaga na testa – segura na mão direita um Crucifixo (desaparecido) na esquerda uma palma entalhada e na cabeça um lindo resplendor de prata, raiado (não original). A base da imagem foi refeita após a criação do Museu de Arte Sacra, seguindo o modelo original apodrecido.
A imagem foi devidamente restaurada em novembro de 2003.
Histórico: Rita nasceu na pequena aldeia na região de Cássia/Itália, província da Úmbria, chamada Roccaporena, a 22 de maio de 1381, filha do casal Antônio e Amata. Os historiadores costumam afirmar que a Úmbria é terra de bandidos e Santos, dada a confusão em que vivia a Europa da época ameaçada principalmente pela invasão dos mulçumanos.
Foi nesse ambiente agitado que Rita viveu e deu seu testemunho de fé e santidade. Desde criança, convivendo numa família católica, Rita imaginava viver a felicidade dentro de um convento, único lugar reservado a paz e a meditação, mas muitos outros fatos vão se suceder antes que isso aconteça.
Aos 17 ou 18 anos Rita casa-se com o violento Paulo Ferdinando jovem famoso na região por suas mazelas e bebedeiras.
A região de Rita Contava com vários conventos dos frades agostinianos – famosos por sua santidade e pregadores do evangelho. Como provocação, Rita de Cássia perde o marido assassinado, e num curto espaço de tempo seus dois filhos que vão vingar a morte do pai.
Por amor a Deus Rita tenta colocar em prática sua decisão de infância, de tornar-se religiosa realizando seu antigo desejo de doação a Deus. Para que as rígidas regras do convento aceitassem a decisão de Rita, foi necessária muita persistência, pois os conventos não aceitavam viúvas.
Foi neste espaço de paz e fé cristã que Rita pode vivenciar tudo que aprendera com a doutrina de Santo Agostinho.
No ano santo de 1450, durante a celebração do Jubileu, Rita faz uma peregrinação a Roma e nesta caminhada penosa de Cássia até o centro do cristianismo, a chaga que Rita tinha aberta na testa, fecha-se como Milagre alcançado pela fé.
Santa Rita morreu no dia 22 de maio de 1457, contando 76 anos de idade.
A partir de sua morte cresceu a fama de sua santidade, manifestada através de vários milagres e o humilde convento das agostinianas de Cássia tornou-se ponto de peregrinação.
Por um privilégio singular Santa Rita nunca foi enterrada, seu corpo foi colocado em uma caixa de nogueira sob o Altar, permanecendo intacto até nossos dias na basílica a ela construída em 1925.
Rita foi beatificada em 1628 e a canonização foi realizada no dia de Pentecostes no ano santo de 1900. A devoção a Santa Rita se espalhou rapidamente pelo mundo e são muitas as homenagens que o povo lhe presta, através da construção de Igrejas, nomes de cidades, lojas e pessoas.
 
 "RELÍQUIAS"

Conjunto de relíquias com 63 peças - Doação - Dom Benedito de Ulhôa Vieira
Uma relíquia é um objeto preservado para efeitos de veneração no âmbito de uma religião, sendo normalmente uma peça associada a uma história religiosa. Podem ser objetos pessoais ou partes do corpo de um Santo. O culto das relíquias atingiu seu apogeu no catolicismo. As relíquias são usualmente guardadas em receptáculos próprios chamados relicários.
Histórico: O primeiro exemplo do culto de uma relíquia por crentes cristãos surge em 156 em Smyrna (atual Esmirna na Turquia), a propósito do martírio de São Policarpo relatado, por exemplo, nas obras de Eusébio de Cesaréia. Depois de ter sido queimado na fogueira, os discípulos do mártir recuperaram os ossos calcinados do seu mestre e acolheram-os com objetos sagrados. Mais tarde diversos milagres foram atribuídos a esta relíquia e a busca por objetos semelhantes tornou-se cada vez mais popular, conduzindo, por exemplo, à descoberta da Cruz da Crucificação de Jesus Cristo em cerca de 318 d.C.
As relíquias e o culto aos Santos sempre ocuparam lugar de destaque na Igreja Católica desde seus primórdios. Estes costumes foram acentuados no século XVI quando houve o grande cisma em que o monge Martinho Lutero da Igreja Alemã colocou em dúvida a venda das indulgências.
As relíquias eram usadas nas Igrejas nas cerimônias após a Missa do dia do Santo.
Ex: São Sebastião – 20 de janeiro; Santa Rita – 22 de maio; Santa Cecília – 22 de novembro. Os fieis em fila beijavam respeitosamente a relíquia que era apresentada pelos padres que oficializavam a cerimônia.
 
PIETÁ

Cerâmica Paulistinha
Século XVIII
Aquisição: Acervo do Museu de Arte Sacra
Na cronologia cristã "Pietá" significa "piedade". É a Mãe segurando o corpo do Filho morto momentos depois de retirado da Cruz.
É um tema recorrente de todos os artistas que sempre comunicam, através de suas obras, o momento dramático vivido por Maria.
 
Pesquisa: Hélio Siqueira
Auxiliar de Ação Cultural: Adriana Cristina Silva e Ozana Soares Durão
Hélio Ademir Siqueira* 
 
Os historiadores são unânimes em dizer que o período de maior prosperidade de Uberaba no século XIX, se deu em 1820 a 1859. Foi nessa época que a localidade, vencendo as etapas de dificuldades de sua fundação, alcançou as prerrogativas de vila e cidade.
Neste ambiente de comércio intenso e desenvolvimento constante, sob a proteção de seus padroeiros São Sebastião e Santo Antônio, a fé do povo se expandiu e mais uma capela foi erigida, dedicada a Santa Rita das Causas Impossíveis.
Cândido Justiniano da Lira Gama, devoto que era de Santa Rita, e em cumprimento de uma promessa para se livrar do vício da bebida, mandou construir em 1854 a pequena capelinha em louvor a Santa.
Em 1877, o tempo implacável com essa construção singela, solicita reparos urgentes que são providenciados pelo negociante Major Joaquim Rodrigues de Barcelos, também atendido por Santa Rita em seu pedido de se tornar pai. Em 1881, os padres dominicanos se estabeleceram em Uberaba realizando sua catequese na igreja de Santa Rita que se tornou pequena para tantos fiéis.
Os ritos sagrados são transferidos para a imponente Igreja de São Domingos inaugurada em 1904 e a igrejinha de Santa Rita permaneceu fechada ao culto religioso durante muitos anos, sofrendo com o desuso, mais uma vez, as consequências do tempo.
Enquanto outras igrejas mais imponentes eram construídas na cidade, Santa Rita se achava em ruínas, foi quando por volta de 1939, Gabriel Totti requisitou e conseguiu do recém-criado Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional "Iphan" o título de Monumento Histórico para a graciosa construção.
A Igreja de Santa Rita, pela sua singela beleza, tornou-se ponto obrigatório de visitas e ao longo de sua história, motivo de inspiração de pintores, poetas e fotógrafos - Anatólio Magalhães, José Maria dos Reis Júnior, Almeida Carvalho, Genesco Murta, Ovídio Fernandes e Hélio Siqueira pintaram muitas vezes e em muitos estilos o monumento aninhado na impotente colina, e tendo como pano de fundo um rico paredão verde. Em ruínas ou restaurado, fotógrafos, tais como o imigrante Ângelo Prieto e tantos outros, exploraram a sensibilidade para registrá-la e guardá-la como documentos para a prosperidade.
Com a criação da Fundação Cultural de Uberaba, seu primeiro diretor, o poeta Jorge Alberto Nabut, com empenho do arcebispo Dom Benedito de Ulhôa Vieira da Cúria Metropolitana, inauguraram o Museu de Arte Sacra no dia 11 de maio de 1987.
Hoje, a Igreja de Santa Rita é um espaço respeitado por todos nós, onde religiosidade, beleza e cultura se mesclam, enchendo de orgulho e fé a alma do povo uberabense.

*Hélio Ademir Siqueira - Agente de Projetos Culturais da Fundação Cultural de Uberaba.
Memorial Chico Xavier
(34) 3338-3091
Av. João XXIII, 2011 - Parque das Américas - 38045-100 - Uberaba, MG
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Horário de Funcionamento Terça-feira a domingo, das 13h às 18h
O Memorial Chico Xavier foi criado pela Lei Municipal nº 12.448/2016 e está vinculado ao Departamento de Museus da Fundação Cultural. Foi construído com recursos do Ministério do Turismo, na primeira e segunda etapa, e a terceira etapa foi realizada com recursos da Prefeitura de Uberaba. O prédio conta com espaços multifuncionais, com galerias de exposições, biblioteca, Centro de Pesquisa e Documentação, auditório, praças contemplativas. Tudo isto para contar a vida de um dos mais importantes expoentes do Espiritismo, eleito pela população brasileira como o Maior Brasileiro de Todos os Tempos, Chico Xavier.

O Memorial Chico Xavier fica na av. João XXIII, 2.011, Parque das Américas, e está aberto a visitação de terça a domingo, das 13h às 18h.